quarta-feira, 2 de maio de 2012

Filosofia Moderna: Suas caracteristicas



       O pensamento moderno, ao contrário, finaliza em uma concepção do mundo e da vida: não somente Deus e o mundo são a mesma coisa, mas Deus é resolvido num mundo natural e humano. Consequentemente, não se pode mais falar em transcendência de valores teoréticos e morais, religiosos e políticos, pois "ser" e "dever ser" são a mesma coisa, o "dever ser" coincide com o "ser". É evidente que a passagem da concepção dualista (clássica) à concepção teísta (cristã) é um desenvolvimento lógico, que se manifesta especulativamente no desenvolvimento tomista de Aristóteles. O pensamento moderno, todavia, especialmente o pensamento da Renascença, tem seu precedente lógico no panteísmo neoplatônico, que - após ter-se afirmado como extrema expressão do pensamento clássico - permanece através de todo o pensamento cristão em tentativas mais ou menos ortodoxas de síntese entre cristianismo e neoplatonismo E, por outra parte, o pensamento tradicional, helênico-escolástico, aristotélico-tomista, encontrará nos grandes valores da civilização moderna (a ciência natural, a técnica, a história, a política) sua integração lógica.

       Filosofia moderna é toda a filosofia que se desenvolveu durante os séculos XV, XVI, XVII, XVIII, XIX; começando pelo Renascimento e se estendendo até meados do século XIX, mas a filosofia desenvolvida dentro desse período está fragmentada em vários subtópicos, e escolas de diferentes períodos, tais como:
  • Filosofia do Renascimento
  • Filosofia do século XVII
  • Filosofia do século XVIII
  • Filosofia do século XIX

Um comentário:

  1. À volta a filosofia grega toma força, e alimenta um descrédito na filosofia medieval, que passa a ser muito ignorada e conhecida muito superficialmente. Os novos filósofos não crêem que valha a pena obter conhecimentos profundos acerca de uma doutrina que todos consideram superada, elaborando conceitos e teses combatendo uma filosofia que passou séculos tentando provar a existência de Deus. E quando mostrou a insuficiência da razão e as limitações do homem, algumas vezes restitui a força da fé: “é preciso crer, não compreender”.

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