quarta-feira, 2 de maio de 2012

Detalhes da Filosofia Moderna

Racionalismo (René Descartes)


   Os racionalistas dizem que só é verdadeiro conhecimento aquele que for logicamente necessário e universalmente válido, ou seja, o conhecimento matemático é o próprio modelo do conhecimento. Assim sendo, o racionalismo tem que admitir que há determinados tipos de conhecimento, em especial as noções matemáticas, que têm origem na razão. Não quer isso dizer que neguem a existência do conhecimento empírico. Admitem-no. Consideram-no porém como simples opinião, desprovido de qualquer valor científico. O conhecimento, assim entendido, supõe a existência de ideias ou essências anteriores e independentes de toda a experiência.


 Empirismo (John Locke, David Hume)


       O empirismo provoca revolução na ciência. A partir da valorização da experiência, o conhecimento científico, que antes se contentava em contemplar a natureza, passa a querer dominá-la, buscando resultados práticos. O inglês John Locke (1632-1704) funda a escola empirista, uma das mais importantes da filosofia moderna. Apesar de partir do cartesianismo, Locke discorda de Descartes sobre a existência de idéias inatas produzidas pela capacidade de pensar da razão. A idéia de comprimento, por exemplo, é simples: vem da visão. A de doença, fruto da associação de idéias, é composta. No século XVIII, o escocês David Hume (1711-1776) leva mais longe o empirismo ao negar a validade universal do princípio de causalidade, uma vez que não pode ser observado.


 Criticismo Kantiano (Immanuel Kant)


     Embora no chamado período pré-critico, entre 1755 e 1770, Kant tenha comungado com o racionalismo, tentando reestruturar a metafísica metodicamente, em uma tentativa de revesti-la de uma roupagem cientifica. Após se tornar professor titular, com a defesa da Dissertação de 1770, Kant atingiu a maturidade intelectual, superando o dogmatismo e iniciando uma nova fase que daria origem ao chamado criticismo. O criticismo defende a possibilidade de se aceder à verdade, mas não aceita sem crítica as afirmações da razão.


Um comentário:

  1. A filosofia moderna tende deste modo, a apresentar-se como uma revelação, certa manifestação da individualidade de cada filósofo, fracionando-se nas várias visões de mundo, condicionadas pela capacidade de cada personagem e de cada nacionalidade. Filosofia moderna! Parece mesmo ter uma independência total de um pensamento basicamente fundado e convergido em um “ser transcendental”, e que nada poderá ser realizado sem o consentimento dos que esse “ser” transmitiu o poder. Parece que se perde o conceito mesmo de verdade e de filosofia como patrimônio necessariamente universal e susceptível, portanto, de graduais aperfeiçoamentos, para transformá-lo no conceito artístico de criação original.

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